O que é gestão logística? Saiba como eliminar custos.

gestão logística

A gestão da cadeia logística é um processo que envolve uma ampla gama de atividades que são necessárias para planejar, controlar e executar o fluxo de um produto – desde a aquisição da matéria prima e produção, passando pela sua distribuição até, finalmente, o consumidor final. Todo esse processo é norteado pelo caminho que apresenta o maior custo-benefício, tanto para a empresa como para o cliente.

Mas, como encontrar esse caminho? E, mais importante, como você pode eliminar custos e atingir um fluxo mais rentável por meio da gestão logística? Podemos dizer que você está com sorte: a Guarde Mais vai te ensinar tudo sobre gestão logística!

Apenas pedimos um pouco de atenção: a gestão logística é um processo que, para funcionar na prática, precisa ter sua teoria compreendida. Assim, este texto está dividido em duas partes. Na primeira, vamos abordar um pouco mais sobre questões mais teóricas sobre a gestão da cadeia logística para, a seguir, exemplificar maneiras de como você pode eliminar custos.
Cada empresa apresenta suas especificidades. Assim, ao compreender mais sobre a gestão da cadeia logística, você poderá analisar quais são os pontos que podem ser melhorados no caso da sua companhia. Sem mais delongas, vamos lá!

Gestão da cadeia Logística: uma ferramenta indispensável

Antes de tudo, vamos apenas realizar uma apresentação de terminologias, para que elas não acabem gerando confusão. Cadeia de suprimentos (supply chain) é sinônimo de cadeia logística. Assim, tanto gestão da cadeia logística, como gestão da cadeia de suprimentos, são termos equivalentes. Você também poderá encontrar a expressão em sua forma anglo-saxã: supply chain management.

A cadeia de suprimentos ou cadeia logística é formada por vários elos, cada um participando de uma fase distinta dentro do processo. O fluxo segue a partir do fornecedor primário, passando pelo secundário, a indústria, o distribuidor, o varejista e, por fim, o consumidor.

Todo o conjunto de relações que existem desde o fornecedor primário até o consumidor é chamado de cadeia de suprimentos.

É importante destacar que essa rede de relações que se forma em torno de produtos manufaturados, aqueles que são físicos, também se apresenta na prestação de serviços. Algumas vezes, as redes de operação em serviços podem ser até mais complexa que uma rede de suprimentos.

Você já parou para pensar na rede que se forma em torno de um grande hospital? Os nós dessa rede são inúmeros: vai desde os fabricantes de equipamento (que, por sua vez, precisam de um fornecedor), passando pela gestão dos diferentes setores (radiologia, pronto-atendimento, UTI, limpeza, alimentação, laboratoriais) até, finalmente, chegar ao “consumidor”. Nesse caso, o consumidor seria o paciente.

O que é Gestão Logística?

De acordo com o CSCMP (Council of Supply Chain Management Professionals), gestão logística é uma parte da gestão da cadeia de suprimentos responsável por planejar, implementar e controla os fluxos (tanto de envio como os reversos) e o armazenamento eficiente e efetivo de bens, serviços e informações. Tudo isso se dá entre o ponto de origem e o ponto de consumo com o objetivo de satisfazer as necessidades dos clientes. Abaixo, você encontra algumas das atividades da administração logística:

  • Gerenciamento de transportes;
  • Gerenciamento de frotas;
  • Armazenagem;
  • Movimentação de materiais;
  • Atendimento de pedidos;
  • Gerenciamento de operadores logísticos terceirizados;
  • Planejamento de abastecimento e demanda.

Além disso, a administração logística também envolve movimentação inbound e outbound. A movimentação inbound relaciona-se com o abastecimento e refere-se ao processo de entrega de bens e serviços para dentro de sua empresa. Ou seja, transporte, armazenagem e entrega.

Por consequência, a logística inbound está relacionada com questões como o processamento de informações, a busca por fornecedores, o transporte do fornecedor até a empresa, o estoque de produto e a embalagem de mercadorias.

Já a movimentação outbound está do outro lado do espectro da cadeia: ela tem como foco irradiador a empresa. Assim, a logística outbound vai cuidar principalmente na maneira como o produto será transportado e distribuído até chegar ao consumidor final.

Como você deve ter percebido, a logística atua em diferentes níveis. Isso faz com que ela seja uma ferramenta essencial para qualquer empresa que busca aumentar sua competitividade. A gestão logística está envolvida em todos os níveis de planejamento e execução – tanto estratégico, como operacional e tático.

Otimizando sua cadeia logística

Agora que você mais profundamente sobre a cadeia de suprimentos e sua gestão, chegou o momento tão esperado: você vai descobrir como otimizar sua cadeia logística!

1- Conheça sua cadeia logística

Talvez esse seja (junto com o número 5) um dos passos de maior importância para que você obtenha sucesso em sua empreitada. Antes de querer melhorar qualquer coisa da cadeia de suprimentos é necessário conhecê-la a fundo. Quais são suas especificidades? Quem são os atores que participam do processo? Como eles se conectam?

2- Melhorando sua logística integrada

É importante ter em mente que a administração logística é uma função integradora; ela não apenas coordena e integra as atividades logísticas. Outra função vital da administração logística é a integração com outras funções, como, por exemplo:

  • Marketing;
  • Vendas;
  • Manufatura;
  • Finanças;
  • Tecnologia da informação (gestão do fluxo de informações geradas ao longo da cadeia).

A logística integrada apresenta como principal benefício uma visão holística, total, de todas as atividades realizadas por uma empresa. Isso acaba conferindo uma vantagem muito grande, pois permite a melhoria das rotinas de produção e trabalho ao longo da cadeia e a identificação de possíveis custos logísticos desnecessários.

3- Explore a relação entre logística e produção

Neste ponto, é importante saber que a logística e produção são coordenados por meio da estratégia make-to-order e make-to-stock.

  • Make-to-order (MTO): a fabricação é realizada conforme o pedido. Isso significa que a produção de determinado produto apenas começa após confirmada a ordem de pedido feita por um cliente.
  • Make-to-stock (MTS): nesse caso, os produtos são fabricados com base em variáveis econômicas que apontam para as previsões de demanda. Em outras palavras, os produtos são fabricados em maior quantidade, que é determinada pela demanda dos consumidores. Esses produtos são então armazenados no estoque e precisam esperar os pedidos dos fornecedores (que irão realizar sua distribuição).

Essas estratégias fazem parte integrante da cadeia de suprimentos. E elas acabam tendo uma grande importância, uma vez que afetam o tempo total de resposta para os clientes.
Não há uma estratégia correta a ser seguida, mas sim a que mais se adapta à realidade da sua empresa. E tanto a estratégia make-to-order como make-to-stock apresentam pontos vantajosos e pontos negativos.

Por exemplo, no caso da MTO há sempre o perigo da demanda aumentar além de uma margem previsível de segurança. Nesse caso, a empresa precisa primeiro adquirir a matéria prima, esperar o tempo de transporte para, então, iniciar a fabricação do produto. Nesse período, o consumidor já desistiu de sua compra.

4- Não se esqueça do meio ambiente

Lembra quando falamos que a gestão logística deve ser um processo holístico, ou seja, que engloba o todo? Pois bem, o meio ambiente também deve ser foco de sua atenção. Os consumidores estão cada vez mais conscientes sobre os produtos que compram. E é sempre importante agradá-los, não é mesmo?

Além disso, o aumento de pressão que ocorreu nas últimas décadas sobre os governos e setores produtivos fez com que algumas indústrias notassem a importância da introdução da palavra sustentabilidade na administração do fluxo da cadeia logística.

Nesse caso, o foco de atenção deve ser dado a dois pontos principais: o processo e o tratamento. O processo engloba a consciência de que muitos dos produtos que são extraídos da natureza não estão livremente a nossa disposição. E isso significa que, a menos que sua extração seja consciente, eles acabarão. Já o processo de tratamento lida com a questão dos resíduos gerados ao longo da cadeia. Aqui, entra em ação os três Rs: reutilizar, reciclar e recuperar.

5- O foco no consumidor

Deixamos a principal dica para o final. A gestão da cadeia logística é de fato algo complexo e com quase infinitas variáveis. Mas, ao longo desse processo, nunca se esqueça de quem deve ser o fim último: o consumidor.

Todas as ações elaboradas devem visar entregar o máximo de valor para o seu consumidor. E, no meio do caminho, isso pode ter resultados positivos não apenas para o seu consumidor, mas para a empresa e todos os atores que fazem parte da cadeia logística.

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